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Enem pode ter novo modelo de redação, e proposta será finalizada até fim do ano
Por Administrador
Publicado em 18/09/2026 09:12
Novidades

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) discute mudanças para Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) a partir de 2028. Entre as propostas apresentadas, está a mudança no modelo da redação.

Em vez de um teste dissertativo-argumentativo de 30 linhas, como é hoje, a avaliação escrita seria desmembrada por área: 20 linhas em linguagens; 10 em ciências humanas; 10 em ciências da natureza; e 10 em matemática, totalizando 50 linhas de texto. O tema tem sido discutido em reuniões técnicas, relataram participantes à reportagem.

A mudança teria como intuito cobrar uma diversidade de raciocínio mais ampla dos estudantes, que hoje são cobrados apenas sobre um tema delimitado para redação.

Questionado sobre o assunto, o Inep disse que não há, "até o momento, deliberação final ou posição consolidada sobre os pontos específicos de implementação do novo modelo, mas há uma proposta preliminar que será discutida e finalizada até o final do ano".

O órgão disse que atua em interlocução com especialistas e com o MEC (Ministério da Educação) com o objetivo de assegurar que, em 2028, o Enem avalie o ensino médio em alinhamento à Base Nacional Curricular e à Política Nacional do Ensino Médio.

A proposta é discutida meses depois de o governo Lula (PT) anunciar mudanças nas funções do Enem. Em março, um decreto determinou que o exame também será usado para avaliar o aprendizado dos estudantes ao fim do ensino médio, em integração com o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica).

O exame também continuará sendo usado para ingresso no ensino superior, por meio de programas como Sisu e Prouni, além do Fies.

A mudança faz parte de uma tentativa do governo de usar os resultados do Enem também para produzir diagnósticos sobre a educação básica e acompanhar desigualdades e metas educacionais.

No Enem 2025, última edição da prova, estudantes e professores relataram à reportagem a percepção de notas mais baixas na redação. O Inep negou ter alterado os critérios de correção e atribuiu a percepção, entre outras hipóteses, ao uso mais frequente de modelos prontos e de "repertórios de bolso".

Segundo o instituto, referências genéricas e memorizadas, usadas sem relação consistente com o tema ou com a argumentação, já podiam ser penalizadas em edições anteriores. Na época, o Inep afirmou que a intensidade do uso de modelos que poderiam ser aplicados a qualquer tema havia tornado a questão mais relevante na correção.

Fonte: Cidade Verde

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